20/11/2017

Comunicado conjunto na conclusão da comemoração comum da Reforma

Hoje, 31 de outubro de 2017, último dia da Comemoração comum da Reforma, damos graças pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma; tratou-se de uma comemoração partilhada não só entre nós mas também com os nossos parceiros ecuménicos a nível mundial. Ao mesmo tempo, pedimos perdão pelas nossas culpas e pelo modo com que os cristãos feriram o Corpo do Senhor e se ofenderam reciprocamente nos quinhentos anos desde o início da Reforma até hoje.
Nós, luteranos e católicos, estamos profundamente agradecidos pelo caminho ecuménico que empreendemos juntos nos últimos cinquenta anos. Esta peregrinação, apoiada pela nossa oração comum, pelo culto divino e pelo diálogo ecuménico, levou à superação de preconceitos, à intensificação da compreensão recíproca e à obtenção de acordos teológicos decisivos. À luz de tão grandes bênçãos ao longo do nosso percurso, elevemos os nossos corações no louvor a Deus uno e trino pela graça recebida.
Hoje queremos recordar um ano marcado por eventos ecuménicos de importância incisiva,iniciado a 31 de outubro de 2016 com a oração conjunta luterano-católica celebrada em Lund, na Suécia, na presença dos nossos parceiros ecuménicos. O Papa Francisco e o Bispo Munib A. Younan, então Presidente da Federação Luterana Mundial, durante aquela função litúrgica por eles presidida, assinaram uma declaração comum, comprometendo-se a prosseguir juntos o caminho ecuménico rumo à unidade pela qual Cristo rezou (cf. João 17, 21). No mesmo dia, também o nosso serviço comum a favor de quantos necessitam da nossa ajuda e solidariedade foi fortalecido graças a uma carta de intenções assinada pela Caritas Internationalis e pela Lutheran World Federation World Service.
O Papa Francisco e o Presidente Yuonan declararam juntos: «Muitos membros das nossas comunidades aspiram receber a Eucaristia numa mesa única, como expressão concreta da plena unidade. Fazemos experiência da dor de quantos partilham toda a sua vida, mas não podem partilhar a presença redentora de Deus na mesa eucarística. Reconhecemos a nossa comum responsabilidade pastoral de responder à sede e à fome espirituais do nosso povo de ser um em Cristo. Desejamos ardentemente que esta ferida no Corpo de Cristo seja curada. Este é o objetivo dos nossos esforços ecuménicos, que queremos fazer progredir, inclusive renovando o nosso compromisso pelo diálogo teológico».
Entre as bênçãos recebidas durante o ano da Comemoração, há o facto que, pela primeira vez, luteranos e católicos viram a Reforma de uma perspetiva ecuménica. Isto tornou possível uma nova compreensão dos eventos do século XVI que provocaram a nossa separação. Reconhecemos que, se é verdade que não se pode mudar o passado, é verdade também que o seu impacto hodierno sobre nós pode ser transformado de modo que se torne um impulso para o crescimento da comunhão e um sinal de esperança para o mundo: a esperança de superar a divisão e a fragmentação. Mais uma vez, sobressaiu claramente que aquilo que nos une é muito superior ao que nos separa.
Sentimo-nos felizes por a Declaração conjunta sobre a doutrina da justificação, assinada solenemente pela Federação Luterana Mundial e pela Igreja romano-católica em 1999, ter sido assinada também pelo Conselho Metodista Mundial em 2006 e, durante esse ano de Comemoração da Reforma, pela Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas. Hoje mesmo, a Declaração foi aceite e recebida pela Comunhão Anglicana durante uma cerimónia solene na Abadia de Westminster. Sobre esta base as nossas comunidades cristãs podem construir um vínculo cada vez mais estreito de consenso espiritual e de testemunho comum ao serviço do Evangelho.
Olhamos com satisfação para as numerosas iniciativas de oração comum e de culto divino que luteranos e católicos partilharam juntamente com os seus parceiros ecuménicos em várias partes do mundo, assim como para os encontros teológicos e as importantes publicações que deram substância a este ano de Comemoração.
Com o olhar dirigido para o futuro, comprometemo-nos a prosseguir o nosso caminho comum, guiados pelo Espírito de Deus, rumo à crescente unidade desejada pelo nosso Senhor Jesus Cristo. Com a ajuda de Deus e num espírito de oração, pretendemos discernir a nossa interpretação de Igreja, Eucaristia e Ministério, esforçando-nos para chegar a um consenso substancial a fim de superar as diferenças que até agora são fonte de divisão entre nós. Com profunda alegria e gratidão, confiemos no facto de «que aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o cumprimento até o dia de Jesus Cristo» (Filipenses 1, 6).

31 de outubro de 2017.

Federação Luterana Mundial
Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos

21/09/2017

Uma primeira leitura da Mensagem conjunta para o Dia Mundial de Oração pela Criação

Neste dia 21 de setembro de 2017, em que os cristãos do Grande Porto, se encontram na Paróquia do Salvador do Mundo, da Igreja Lusitana – Comunhão Anglicana, pelas 21.30 h., para um Tempo de Oração pela Criação, integrado no Roteiro Ecuménico, disponibilizamos em tradução portuguesa uma leitura da Mensagem conjunta do papa Francisco e do patriarca Bartolomeu para o Dia Mundial da Criação, ocorrido no passado dia 1 de setembro, que também faz o ponto da situação das iniciativas ecuménicas relacionadas com o cuidado e salvaguarda da criação.

A 31 de agosto foi publicada a Mensagem conjunta para o Dia Mundial de Oração pela Criação, assinada pelo para Francisco e pelo patriarca ecuménico Bartolomeu: esta mensagem pode ser considerada uma «pedra vida» para o caminho ecuménico pelo seu conteúdo e pelo seu significado, como tantos sublinharam com comentários favoráveis à Mensagem e poucos ignoraram com leituras políticas e com algum silêncio sobre este ato ecuménico.
A Mensagem parte da ideia de que qualquer reflexão sobre a criação deve estar radicada numa leitura comum das Sagradas Escrituras, que representam uma fonte extraordinária para compreender cada vez melhor, dia após dia, quão precioso e único é o dom da terra; os cristãos estão chamados a ser responsáveis até ao fim, visto que «todas as coisas no céu e na terra serão recapituladas em Cristo», tanto mais que «a dignidade e a prosperidade humanas estão profundamente conexas com o cuidado no que respeita a toda a criação». Encontra-se, portanto, na Palavra de Deus o fundamento do desejo partilhado por Roma e Constantinopla de condenar as agressões a que a criação continua a ser submetida; sobre estas agressões, de que a humanidade é responsável, detêm-se o papa Francisco e o patriarca Bartolomeu depois deste apelo para as Sagradas Escrituras, que pode ser acolhido por todos os cristãos.
Diante deste dom pelo qual estamos chamados a viver «a vocação a ser colaboradores de Deus», é impossível não observar o que o tempo presente mostra sobre o modo como esta vocação é ofuscada: as escolhas dos homens e mulheres do século XXI parecem não ter em conta a natureza, que deve ser sustentada e não explorada indiscriminadamente, manipulando e destruindo os recursos limitados do mundo: «Já não respeitamos a natureza como dom partilhado; consideramo-la antes como posse privada. Já não nos relacionamos com a natureza para a sustentar; pomos e dispomos mais dela para alimentar as nossas estruturas».
Oferecida esta leitura da relação distorcida com a criação, distante do desígnio de Deus, o papa Francisco e o patriarca Bartolomeu convidam a refletir sobre as consequências «trágicas e duradoiras», que provocam mudanças climáticas, atingindo sobretudo «as pessoas mais vulneráveis... quantos vivem pobremente em cada ponto do globo»: assim, «usar responsavelmente os bens da terra» significa ter em consideração a criação de todas as formas; os cristãos são, por isso, agora chamados a cuidar da criação, encontrando novos caminhos para favorecer «um desenvolvimento sustentável e integral», que não é um slogan político, mas é uma resposta afirmativa a quanto o Senhor pede.
Ao partilharem «a mesma preocupação pela criação de Deus, reconhecendo que a terra é um bem em comum», o papa e o patriarca ecuménico dirigem-se «a todas as pessoas de boa vontade» para que vivam o dia 1 de setembro como «um tempo de oração pelo ambiente», dando graças ao Senhor pelo dom da criação e refletindo, uma vez mais, no facto de que só com a oração se podem modificar as situações, ou seja «mudar o modo como percebemos o mundo com o objetivo de mudarmos o modo como nos relacionamos com o mundo». Na oração pela criação pode encontrar-se a força para desenvolver uma solidariedade cada vez mais forte, que tem um sabor ecuménico, a partir do momento em que chama os cristãos a partilharem denúncias, projetos e esperanças.
A Mensagem conclui-se com um apelo dirigido «a quantos ocupam uma posição de relevo no âmbito social, económico, político e cultural»; trata-se de um apelo «urgente» pelo qual que se pede que se formulem políticas que possam responder às necessidades de quem vive nas margens da sociedade e que se escutem as propostas de «tantos» que pedem mudanças para sarar «a criação ferida». As últimas palavras do papa e do patriarca indicam um percurso a realizar, a partir do momento em que não pode «haver uma solução genuína e duradoira para o desafio da crise ecológica e das alterações climáticas sem uma resposta concertada e coletiva, sem uma responsabilidade partilhada e em condições de prestar contas de quanto realiza, sem dar prioridade à solidariedade e ao serviço».
Esta Mensagem assumiu um relevo muito particular não só pelo seu conteúdo, mas também pelas múltiplas implicações no caminho ecuménico. Antes de mais, a Mensagem reafirmou a profunda comunhão entre Roma e Constantinopla sobre um tema tão relevante como é a salvaguarda da criação para a presença da Igreja na sociedade contemporânea: isto aconteceu graças ao patriarca Bartolomeu, que soube, com uma série de iniciativas internacionais e com a publicação de textos, não só por ocasião do Dia da Criação, enriquecer a tradição oriental que, desde há séculos, se interroga sobre a relação entre o homem e a criação; o patriarca Bartolomeu conseguiu também com a sua constante chamada de atenção para o património comum do oriente cristão, na sua ação pela salvaguarda da criação, vencer resistências e perplexidades no mundo ortodoxo, onde cada Igreja, mais ou menos lentamente, começou a pensar a relação entre Igreja, religiões, sociedade e criação, criando ocasiões de comunhão real entre ortodoxos. O papa Francisco também contribuiu para tornar tornar o tema da salvaguarda da criação um dos eixos privilegiados da relação entre Roma e Constantinopla: o papa Francisco colocou-se numa tradição  antiga, minoritária, ligada frequentemente a lugares e figuras locais, matizada nas formas  presente na Igreja católica, relançando a ideia de que os católicos têm de estar na primeira linha da denúncia das agressões contra a criação, que determinam novas pobrezas, agravando as já existentes, e na formulação de propostas concretas para uma sociedade mais equitativa na distribuição dos bens e mais respeitosa pelo mundo na definição dos programas económicos. O papa Francisco publicou a encíclica Lodato Si', na qual, desde os primeiros «rumores» que acompanharam a sua redação, surgiu como central a dimensão ecuménica, reafirmada com a instituição, a poucas semanas da publicação da encíclica, de um Dia Mundial da Criação para o dia 1 de setembro, de modo a coincidir com o calendário da Igreja ortodoxa. O constante apelo à Lodato Si', tão presente nas intervenções do papa Francisco, como aconteceu ainda na última viagem à Colômbia, manteve bem viva esta atenção em ordem a um repensamento da relação com a criação, como sinal tangível de uma etapa da Igreja e do mundo.
A Mensagem também tem um significado particular para o diálogo ecuménico à luz de tantas iniciativas em que os cristãos se juntam pela salvaguarda da criação, em tantas partes do mundo, com iniciativas que vão mesmo para além dos confins da ecumene cristã, assumindo uma dimensão interreligiosa. Entre estas iniciativas  muitas das quais com um caminho de várias décadas, agora conhecido e partilhado  recorde-se o empenho do Conselho Ecuménico das Igrejas que vive a tensão ecuménica pela salvaguarda da criação, não só no Tempo da Criação (1 de setembro - 4 de outubro), mas também em diversos momentos do ano, como nas sete semanas da Quaresma, onde é central a reflexão sobre a água. Deste horizonte ecuménico, tão vivo e articulado, faz parte também a Giornata per la custodia del creato, instituída há doze anos pela Conferência Episcopal Italiana, para favorecer uma reflexão, guiada por uma mensagem anual, com um tema e uma passagem bíblica de referência, de modo a envolver toda a sociedade, a partir dos cristãos que ainda não se encontram em comunhão plena e visível com a Igreja católica. Esta Giornata, que inclui sempre uma celebração nacional num lugar sempre diferente  este ano realizou-se em Gubbio para refletir e para rezar sobre «O Senhor está realmente neste lugar e eu não sabia» (Gen 28, 16). Viajantes na terra de Deus  assumiu formas muito diversas nas várias dioceses: estas celebrações têm em comum o desejo de ultrapassar as fronteiras da Igreja católica, que, após as decisões tomadas na III Assembleia Ecuménica Europeia (Sibiu, 4-9 de setembro de 2007), decidiu permitir que esta Giornata se celebrasse no Tempo da Criação, que vai de 1 de setembro a 4 de outubro, o dia em que a Igreja católica faz memória de Francisco de Assis.
Da Mensagem do papa Francisco e do patriarca Bartolomeu emerge, com renovada força para os cristãos do século XXI, a importância de recordar a todos, a começar pelos fiéis de Roma e de Constantinopla, que é fundamental para a missão do anúncio do evangelho e do seu testemunho no mundo fazem juntos, sempre, o que se pode e deve fazer, como rezar pela salvaguarda da criação, pedindo em alta voz que se ponha fim às agressões contra a natureza para construir uma sociedade mais justa, na qual o desenvolvimento económico esteja em harmonia com o desígnio de Deus para o mundo, de modo a derrotar a marginalização e a pobreza.

Riccardo Burigana

Mensagem conjunta do papa Francisco e do patriarca ecuménico Bartolomeu no Dia Mundial de Oração pela Criação

Neste dia 21 de setembro de 2017, em que os cristãos do Grande Porto, se encontram na Paróquia do Salvador do Mundo, da Igreja Lusitana – Comunhão Anglicana, pelas 21.30 h., para um Tempo de Oração pela Criação, integrado no Roteiro Ecuménico, disponibilizamos para reflexão a Mensagem conjunta do papa Francisco e do patriarca Bartolomeu para o Dia Mundial da Criação, ocorrido no passado dia 1 de setembro.

A narração da criação oferece-nos uma visão panorâmica do mundo. A Sagrada Escritura revela que, «no princípio», Deus designou a humanidade como cooperadora na guarda e proteção do ambiente natural. Ao início, como lemos no Génesis (2, 5), «ainda não havia arbusto algum pelos campos, nem sequer uma planta germinara ainda, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para a cultivar». A terra foi-nos confiada como dom sublime e como herança, cuja responsabilidade todos compartilhamos até que, «no fim», todas as coisas no céu e na terra sejam restauradas em Cristo (cf. Ef 1, 10). A dignidade e a prosperidade humanas estão profundamente interligadas com a solicitude por toda a criação.
«No período intermédio», porém, a história do mundo apresenta uma situação muito diferente. Revela-nos um cenário moralmente decadente, onde as nossas atitudes e comportamentos para com a criação ofuscam a vocação de ser cooperadores de Deus. A nossa tendência a romper os delicados e equilibrados ecossistemas do mundo, o desejo insaciável de manipular e controlar os limitados recursos do planeta, a avidez de retirar do mercado lucros ilimitados: tudo isto nos alienou do desígnio original da criação. Deixamos de respeitar a natureza como um dom compartilhado, considerando-a, ao invés, como posse privada. O nosso relacionamento com a natureza já não é para a sustentar, mas para a subjugar a fim de alimentar as nossas estruturas.
As consequências desta visão alternativa do mundo são trágicas e duradouras. O ambiente humano e o ambiente natural estão a deteriorar-se conjuntamente, e esta deterioração do planeta pesa sobre as pessoas mais vulneráveis. O impacto das mudanças climáticas repercute-se, antes de mais nada, sobre aqueles que vivem pobremente em cada ângulo do globo. O dever que temos de usar responsavelmente dos bens da terra implica o reconhecimento e o respeito por cada pessoa e por todas as criaturas vivas. O apelo e o desafio urgentes a cuidar da criação constituem um convite a toda a humanidade para trabalhar por um desenvolvimento sustentável e integral.
Por isso, unidos pela mesma preocupação com a criação de Deus e reconhecendo que a terra é um bem dado em comum, convidamos ardorosamente todas as pessoas de boa vontade a dedicar, no dia 1 de setembro, um tempo de oração pelo ambiente. Nesta ocasião, desejamos elevar uma ação de graças ao benévolo Criador pelo magnífico dom da criação e comprometer-nos a cuidar dele e preservá-lo para o bem das gerações futuras. Sabemos que, no fim de contas, é em vão que nos afadigamos, se o Senhor não estiver ao nosso lado (cf. Sal 126/127), se a oração não estiver no centro das nossas reflexões e celebrações. Na verdade, um dos objetivos da nossa oração é mudar o modo como percebemos o mundo, para mudar a forma como nos relacionamos com o mundo. O fim que nos propomos é ser audazes em abraçar, nos nossos estilos de vida, uma maior simplicidade e solidariedade.
A quantos ocupam uma posição de relevo em âmbito social, económico, político e cultural, dirigimos um apelo urgente a prestar responsavelmente ouvidos ao grito da terra e a cuidar das necessidades de quem está marginalizado, mas sobretudo a responder à súplica de tanta gente e apoiar o consenso global para que seja sanada a criação ferida. Estamos convencidos de que não poderá haver uma solução genuína e duradoura para o desafio da crise ecológica e das mudanças climáticas, sem uma resposta concertada e coletiva, sem uma responsabilidade compartilhada e capaz de prestar contas do seu agir, sem dar prioridade à solidariedade e ao serviço.

Do Vaticano e do Fanar, 1 de setembro de 2017.

Papa Francisco e Patriarca Ecuménico Bartolomeu

17/09/2017

Tempo de Oração pela Criação no Grande Porto - 21 de setembro de 2017

Divulgamos a mensagem da Comissão Ecuménica do Porto alusiva ao Tempo de Oração pela Criação, previsto para 21 de setembro, às 21.30 h. na Paróquia do Salvador do Mundo da Igreja Lusitana.

“Toda a Criação louva a Deus pois Ele traz justiça e salvação” (Salmo 98)
Tempo de Oração pela Criação – 21 de setembro

Cristãos de todo o mundo e homens e mulheres de boa vontade estão convocados para viverem ativamente o Tempo da Criação, entre 1 de setembro e 4 de outubro.
É um grande movimento ecuménico mundial de oração e compromisso (http://seasonofcreation.org) que nos é proposto pelos líderes das Igrejas ao qual não podemos ser indiferentes.
A nossa Irmã e Mãe Terra geme com o nosso descuido e as alterações climáticas têm dado provas fortíssimas do gradual desequilíbrio por nós provocado. É tempo de orar e transformar velhos hábitos em sinais de vida nova!
Ao nível do Grande Porto a Comissão Ecuménica do Porto, propõe-nos um Tempo de Oração pela Criação, integrado no Roteiro Ecuménico, a ter lugar na Paróquia do Salvador do Mundo, da Igreja Lusitana – Comunhão Anglicana, na quinta-feira, dia 21 de setembro, pelas 21.30 h.
Todos estão convidados!

Facebook - evento: (clique aqui) e convide amigos.
Morada da Paróquia do Salvador do Mundo: Largo Arco do Prado, nº 15 – Coimbrões, Vila Nova de Gaia. Junto ao Centro de Saúde Barão do Corvo.

Oração
Deus de toda a Criação,
por interesse próprio e ganância
nós saqueámos os recursos do mundo
e comprometemos a atmosfera e o clima do nosso planeta.
O aquecimento global e a subida do nível das águas do mar ameaçam as nações insulares
e os povos mais vulneráveis e os seus habitats.
Dá-nos uma visão nova sobre o nosso planeta
e cria em nós um novo sentido de justiça social e ecológica.
Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Ámen

15/09/2017

Comunicado da Comissão Ecuménica Diocesana por ocasião do falecimento de D. António Francisco dos Santos


Por ocasião do falecimento de D. António Francisco dos Santos, a Comissão Ecuménica do Porto, que reúne várias Igreja cristãs presentes no Grande Porto, emitiu o comunicado para que remetemos através do seguinte apontador:

31/08/2017

Tempo da Criação - uma iniciativa ecuménica de 1 de setembro a 4 de outubro

O Tempo da Criação acontece todos os anos entre 1 de setembro e 4 de outubro, convidando a 2,2 bilhões de cristãos a cuidar da criação e orar por ela.
O dia 1 de setembro foi proclamado como o Dia de Oração pela Criação (ou seja, o Dia da Criação) pelo Patriarca Ecuménico Demétrio I, em 1989, e foi assumido por outras grandes Igrejas cristãs europeias em 2001 e pelo Papa Francisco na Igreja Católica em 2015.
Nos últimos anos, muitas igrejas cristãs começaram a celebrar o Tempo da Criação entre essa data e 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis.
Ele foi criado para flexibilizar a realização de iniciativas de oração pela criação em datas alternativas durante todo o mês, paralelamente a outras ações de cuidado da criação.
Várias declarações apelam à observância do Tempo da Criação, como as dos Bispos Católicos das Filipinas, em 2003, a Terceira Assembleia Ecuménica Europeia, em Sibiu, em 2007, e o Conselho Mundial de Igrejas em 2008.
Nas celebrações deste ano, as comunidades cristãs estão comprometidas com ações simbólicas em áreas de mineração de carvão, fracking e outros locais de destruição ecológica.
No dia 24 de setembro, uma ação simbólica especial ocorrerá em Taizé, França, na Conferência Europeia da Comissão de Justiça e Paz.  intitulada “Comunhão para responder ao grito da terra e ao grito dos pobres”. O Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE), a Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE) e a Conferência das Igrejas Europeias (CEC) estão convidados.


Mais informações em seasonofcreation.org.

PRIMEIRA SEMANA: ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E ECO-JUSTIÇA

Preparação: Decorem o altar com plantas e ramos secos em vez de flores. 
Frase de abertura: A terra seca e murcha… a terra encontra-se poluída sob os seus habitantes.
Ato penitencial: Confessemos o nosso pecado de ganância e amor pelos bens materiais que está a destruir a terra de Deus que os nossos filhos herdarão. 
Hinos: escolham hinos sobre justiça e cuidado com o mundo de Deus. 

Oração própria
Deus de toda a Criação, por interesse próprio e ganância nós saqueámos os recursos do mundo e comprometemos a atmosfera e o clima do nosso planeta. O aquecimento global e a subida do nível das águas do mar ameaçam as nações insulares e os povos mais vulneráveis e os seus habitats. Dá-nos uma visão nova sobre o nosso planeta e cria em nós um novo sentido de justiça social e ecológica. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Ámen.

Palavra do Senhor
Primeira Leitura: Gen 6, 9-22 e Gen 9,8-17
A história de Noé: após o grande dilúvio, Deus faz uma aliança com a família de Noé e todos as criaturas vivas.
Salmo: Salmo 98
Toda a criação louva a Deus pois Ele traz justiça e salvação.
Segunda Leitura: Rom 8,18-25 
 Esta passagem reconhece o sofrimento da criação e a nós como parte da teia da criação. Contém igualmente uma visão excitante da redenção futura que nos espera como filhos de Deus. A criação espera que nós lideremos a ação!
Cântico: Um cântico da criação
Evangelho: Mt 8,23–27
As mudanças climáticas levam a cheias e tempestades. Estes acontecimentos climáticos extremos não podem nunca ser apelidados de “atos de Deus”. Devem na realidade ser descritos como “atos de mudança climática induzidos pelo homem”. Na leitura do Evangelho levanta-se uma grande tempestade e os discípulos ficam cheios de medo. Jesus acalma a tempestade, mostrando que Ele tem poder sobre as forças da natureza.

Factos sobre a mudança climática
Os impactos das mudanças climáticas refletem-se nas alterações na água:
- Mais seca: à medida que as temperaturas aumentam, há mais secas que levam à perda de colheitas, ao aumento dos preços dos alimentos e à fome.
- Mais chuvas fortes: à medida que a água dos mares aquece, mais água se evapora e produzem-se  ventos mais fortes, o que leva a maiores tempestades, que destroem casas, estradas e edificações e eliminam a camada superficial dos solos.
- Subida dos níveis das águas das mares: à medida que os mares aquecem, a água expande-se o que, juntamente com o derreter das calotes de gelo, leva à subida dos níveis das águas dos mares. Isto afeta diretamente áreas costeiras e ilhas, destruindo edifícios e tornando o solo salgado. 
 A mudança climática é causada pela queima de combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo. Temos de reduzir o nosso uso destes combustíveis e utilizar o mais rapidamente possível energias renováveis, de maneira a evitarmos uma mudança catastrófica do clima.

Bênção
Ide pelo mundo confiantes na esperança pela qual fostes salvos; louvai o Senhor em toda a criação; segui Cristo através de quem todas as coisas foram feitas; pelo poder do Espírito sede faróis de esperança no mundo; e que a bênção do Deus Criador,  o Pai Eterno, o Filho Ressuscitado e o Espírito Santo Prometido, estejam convosco para que possais ser uma bênção para os outros hoje e sempre. Ámen.


11/08/2017

Um ano depois do Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa: Que receção?

Uma receção difícil

Em junho do ano passado, na solenidade de Pentecostes, encerrava solenemente em Creta o Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa (Kolymbari, 20-26 de junho de 2016). Como notávamos então, «o modo como este concílio será considerado dependerá da receção que terá na consciência e na vida eclesial de toda a ortodoxia».
O metropolita Chrysostomos de Messénia reafirmou que «a receção é um processo contínuo da própria vida da Igreja... é uma questão que dificilmente pode ser superada ou transcurada, visto que constitui a expressão da capacidade do corpo eclesial tornar "suas" as decisões sinodais».
No caso do concílio de Creta, a receção tornou-se mais complexa, como se sabe, pelo facto de quatro das catorze Igrejas que formam a Igreja Ortodoxa (Patriarcado de Antioquia, Patriarcado de Moscovo, Igreja ortodoxa búlgara, Igreja ortodoxa da Geórgia) terem decidido não tomar parte. Nas declarações oficiais dos sínodos dessas Igrejas, a assembleia de Creta, mesmo se considerada «um acontecimento importante», não é reconhecida como «Santo e Grande Concílio» e às suas decisões não é atribuído valor vinculante. O Patriarcado de Moscovo e o da Geórgia confiaram o exame dos documentos conciliares (os seis documentos aprovados, juntamente com a Encíclica e a Mensagem) a comissões teológicas próprias, para avaliar se podem constituir a base de discussão para um próximo concílio.
Numa entrevista recente, o Metropolita Hilarion de Volokolamsk, à frente do departamento para as relações externas do Patriarcado de Moscovo, definiu o concílio de Creta «um concílio de dez Igrejas ortodoxas locais» e «um importante passo para um concílio pan-ortodoxo» e afirmou que «de momento continuamos a estudar as decisões do concílio de Creta, e os nossos teólogos estão a trabalhar. Brevemente deveremos dar o nosso parecer sobre estes documentos, mas consideramos que a nossa tarefa principal, depois do concílio como já tinha sido antes dele, é a de reforçar a unidade pan-ortodoxa e de nos abstermos de todos os passos que possam prejudicar esta unidade».
O concílio de Creta é assim concebido como o primeiro passado de um caminho conciliar que está ainda em curso e que tem de continuar com o concurso de todas as Igrejas ortodoxas.
Aliás, na sua Mensagem aos fiéis ortodoxos e a todas as pessoas de boa vontade, o concílio de Creta tinha «formulado a proposta de fazer do Santo e Grande Concílio uma instituição a convocar a cada 7 ou 10 anos». O Patriarcado da Roménia já se declarou disponível para receber um futuro concílio, «abrindo» também para a posição das Igrejas não presentes em Creta: «Os textos [dos documentos conciliares] podem ser explicados, em parte matizados ou desenvolvidos por um futuro Grande e Santo Concílio da Igreja Ortodoxa. Todavia, a sua interpretação e a redação dos novos textos sobre diversas questões não devem ser realizadas com precipitação e sem acordo pan-ortodoxo, mas devem ser retardados e revistos até que se encontro um pleno acordo». A Igreja da Roménia confirma assim o seu precioso papel mediador, fazendo entrever a possibilidade de uma «terceira solução», alternativa quer à receção dos documentos conciliares como vinculantes, quer à sua total recusa. Até agora a proposta não obteve respostas.
As Igrejas, como Patriarcado ecuménico, que insistem em defender a «autoridade pan-ortodoxa» das decisões tomadas no concílio apelam para o regulamento do próprio concílio, aprovado pelos primazes de todas as Igrejas ortodoxas em janeiro de 2016 (cf. Regulamento, art. 14, par. 2). Algumas Igrejas locais, como a Igreja da Grécia e a Igreja do Chipre, publicaram nos meses passados encíclicas e comunicados para informarem o conjunto do povo ortodoxo sobre os conteúdos do Santo e Grande Concílio realizado em Creta. O Santo Sínodo da Igreja da Grécia afirmou que «os textos do Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa constituem objeto de aprofundamento e de ulterior reflexão. Isto vale para todos os concílio da Igreja. O diálogo teológico não está interrompido. Pressuposto certamente necessário é que seja guardada intacta a verdade teológica e que este diálogo seja realizado sem fanatismos nem contraposições, sem conspirações nem divisões que firam a unidade da Igreja. As divisões (cismas) são graves doenças espirituais. Segundo as palavras de São João Crisóstomo, "dividir a Igreja, cultivar a discórdia e gerar dissensões e afastar-se continuamente do caminho comum (sínodo) é imperdoável e digno de condenação" (PG 48, 872). Por isso, exortam-se os fiéis e não darem peso às palavras daqueles que os impelem a afastarem-se da Igreja para constituírem um grupo separado do corpo eclesial, fazendo apelo a motivos fantasiosos de correção dogmática».
Muito importante foi também a aprovação das decisões conciliares por parte do Santo Sínodo do Patriarcado da Sérvia, considerando que no seu interior se tinham manifestado inicialmente oposições ao concílio ao ponto de ter sido colocada em dúvida a sua participação nele.

As oposições ao concílio

O comunicado da Igreja da Grécia alude a alguns grupos «zelotes» contrários desde o início à própria ideia do concílio e agora mais do que nunca intrépidos opositores das suas decisões (particularmente hostilizada a aceitação do termo «Igrejas» para as comunidades cristãs não ortodoxas).
Semelhantes oposições «tradicionalistas» emergiram também no interior das outras Igrejas ortodoxas, como por exemplo na Igreja da Roménia e do Chipre; estes grupos de oposição são transversais relativamente a cada Igreja autocéfala para procurarem apoio recíproco e empreenderem mais eficazmente a sua batalha comum.
Como notou o teólogo ortodoxo Paul Ladouceur «o neotradicionalismo na ortodoxia é caraterizado pela insistência numa estrita adesão à letra da tradição antiga que se reflete na teologia patrística, na liturgia e no direito canónico. Manifesta-se emblematicamente através de um sistemático e estridente anti-ocidentalismo, que evidencia os factores e«históricos, culturais, teológicos e sociopolíticos  que distinguem o cristianismo oriental do ocidental, muitas vezes transcurando ou desvalorizando oportunamente elementos que os unem» (Neo-Tradicionalism in Orthodoxy and the Great and Holy Council).
Estas oposições manifestaram-se no interior das Igreja da Grécia, com o apoio aberto, em alguns casos, dos bispos locais, chegando mesmo à grave decisão de rutura da comunhão eucarística, criando confusão e desconcerto no povo de Deus. O Patriarca Ecuménico, numa carta pessoal ao Arcebispo Hieronymos de Atenas (de 19 de novembro de 2016), exortou-o a tomar medidas adequadas no confronto com estes bispos, clérigos, monges e leigos que criam escândalo e divisão na Igreja, opondo-se às decisões do concílio.
A situação de tensão parece hoje estar recomposta. O próprio Patriarca Ecuménico Bartholomeos, na recente visita a Atenas, a 7 de junho de 2017, agradeceu ao Arcebispo Hieronymos pelo seu «apoio absoluto» durante o grande acontecimento do Santo e Grande Concílio.
Na mesma circunstância, o Patriarca falou da necessidade de que as decisões do concílio sejam dadas a conhecer mais adequadamente, sublinhando que «agora, todos juntos, temos de aplicar as decisões do concílio. Muitas faculdades teológicas e teólogos individualmente já as desenvolvem. Está, por isso, em preparação um grande congresso teológico inter-ortodoxo para Salónica, em abril de 2018, com o objetivo de que as decisões deste concílio sejam difundidas o mais amplamente possível, de modo a chegarem à posse dos fiéis ortodoxos».

O debate teológico

O acontecimento e os temas do concílio animam o debate teológico ortodoxo, como testemunham os numerosos congressos deste ano: o congresso organizado de 26 a 28 de abril de 2017 pela Faculdade teológica e pelo Centro de Estudos de direito canónico da Universidade de Babeș-Bolylai (Cluj-Napoca, Roménia), «O Santo e Grande Concílio: Acontecimento escatológico ou normalidade eclesial?»; o congresso organizado pela diocese grega de Katerini a 11 de maio, «O dia seguinte ao Santo e Grande Concílio: Perspetivas e esperanças»; o seminário desenvolvido em 16 de maio na Academia de Creta, «Aproximação teológica aos textos do Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoca», onde, na sua mensagem, o Patriarca Ecuménico sublinhou que «O Santo e Grande Concílio de Creta... representa, sem dúvida, o acontecimento mais importante da nossa Igreja Ortodoxa nos últimos anos, realizado para o reforço da sua unidade e do funcionamento da instituição conciliar no seu interior».
Como escreveu um teólogo da diáspora ortodoxa norte-americana, Athanasios Giocas, «em definitivo, o concílio de 2016, tanto nos seus sucessos como nos seus percebidos defeitos, reflete as forças e as debilidades do curso histórico da Igreja visível. Agora mais do que nunca é tempo para uma cauta reflexão, com o objetivo de aprender com a experiência do concílio, tanto com os seus aspetos positivos como com os negativos, em ordem a confirmar (ou repensar) o formato do próximo concílio». Um desejo semelhante foi formulado por um teólogo da Igreja de Antioquia, Assaad Elias Kattan, aliás crítico dos resultados do concílio: «O que espera as Igrejas ortodoxas depois do concílio de Creta é bastante mais importante do que o que o precedeu. Os ortodoxos encontram-se, portanto, ainda no início do caminho quando se trata das grandes questões e dos grandes desafios presentes no nosso mundo contemporâneo. Neste sentido o concílio de Creta era indispensável para que pudéssemos aprender. Esperando, claro, que aprendamos...».
O caminho do Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa neste ano realizou os seus primeiros passos. O bispo Maxim (diocese ocidental dos Estados Unidos da América do Patriarcado da Sérvia), no seu Diário do Concílio, anota: «Para a opinião repetidamente formulada, segundo a qual este concílio não é nem Santo nem Grande por causa de algumas das suas deficiências, não há outra resposta a dar que esta: será o futuro a dar significado e substância ao passado. O período que se seguirá ao concílio mostrará se este concílio correspondeu e realizou o critério dos concílios ecuménicos» (Diary of the Council. Reflections fron the Holy and Great Council, Los Angeles - Creta 2016, pp. 41-42).
Estamos convencidos da verdade das palavras pronunciadas pelo Patriarca Bartholomeos no encerramento do concílio de Creta: «O significado e o peso deste concílio está, em primeiro lugar, no próprio facto de ter sido realizado, por graça de Deus, depois de tantos séculos durante os quais não tinha sido possível. Só isto bastaria para o tornar num dos grandes acontecimentos da história da Igreja».
De resto, como afirmou o Arcebispo Jovan de Ochrida, «os problemas citados... parecem pequenos diante da grandeza do acontecimento do concílio. E a partir do momento em que se encontrou a força para realizar este concílio, apesar dos muitos obstáculos, agora, depois do concílio, tudo parece mais promissor. O passo do nada ao mínimo é bastante maior do que o do mínimo ao muito».


04/07/2017

As Igrejas da Reforma



A concluir o ciclo realiza-se uma mesa-redonda com os representantes das Igrejas da Reforma:
- Bispo D. Jorge Pina Cabral (Igreja Lusitana - Comunhão Anglicana)
- Bispo Sifredo Teixeira (Igreja Evangélica Metodista Portuguesa)
- Diácono Peter Eisele (Igreja Evangélica Alemã do Porto)
4 de julho de 2017
Centro de Cultura Católica - Porto, 21.00 h.